Assistentes sociais falam do desafio de trabalhar durante a pandemia

Mosquito

Garantir os direitos básicos dos mais frágeis e reduzir as desigualdades fazem parte do cotidiano destes profissionais

Missão ficou ainda mais complexa
A defesa dos direitos humanos das pessoas mais vulneráveis e da justiça social com foco na redução das desigualdades e melhora da qualidade de vida dos carentes, este é o desafio cotidiano dos assistentes sociais. A missão ficou ainda mais complexa com o advento da pandemia de Covid-19. No sábado, 15 de maio, é a data em que se comemora o Dia do Assistente Social.

Falando em nome do prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, o secretário municipal de Assistência Social e da Família (Semasf), Claudi Rocha, destacou o trabalho, esforço, dedicação e sacrifício desses profissionais que lutam diariamente pela promoção do bem-estar dos mais vulneráveis socialmente. “O assistente social é importante na luta pela consolidação dos direitos e da construção de uma nova sociedade para todos, seja na saúde, na educação ou até mesmo na própria assistência social, entre outras áreas”, disse o secretário ao fazer elogios aos profissionais da área.

“Agradeço a todos pela dedicação diária, especialmente no período da pandemia, em que são protagonistas atuando com determinação na linha de frente. Todos estão de parabéns”, disse o secretário.

PROTAGONISMO

Fernanda Vinholi Brazil é servidora da Unidade de Acolhimento para Pessoas em Situação de Rua, da Semasf.

Fernanda afirma que o profissional deve compreender a realidade de cada um
Fernanda afirma que o profissional deve compreender a realidade de cada um
Formada há 14 anos, revela que é feliz com o trabalho que faz. “Amo minha profissão e sei que o meu conhecimento profissional proporciona a efetivação dos direitos sociais às pessoas mais vulneráveis e em risco social, que necessitam da política de Assistência Social”, argumenta ela.

Segundo Fernanda, cabe ao profissional da assistente social compreender a realidade dos indivíduos presente nos problemas sociais como violência, desemprego, preconceito, discriminação, exploração do trabalho infantil, saúde, habitação e educação, entre outros.

EMPATIA

No exercício da profissão há 11 anos, lotada no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Irmã Dorothy, Ana Maria Santiago trabalhou até 2010 na área de gestão, atendendo demandas dos mais vulneráveis.

Ao se aposentar, sentiu grande necessidade de continuar ajudando pessoas. E foi com a aprovação, em 2012, num concurso da Prefeitura de Porto Velho, que satisfez seu desejo. Foi aprovada e contratada para trabalhar na assistência social.
Ana destaca a importância da profissão para a sociedade
Ana destaca a importância da profissão para a sociedade

“Sou grata a Deus por estar contribuindo na ressignificação dos cidadãos, seja preventiva ou pró-ativa, para melhorar sua visão como cidadão e torná-lo ator de sua trajetória positivamente”, disse.

Ela explica que o profissional assistente social realiza o enfrentamento das vulnerabilidades das questões sociais da atualidade, para que as pessoas se tornem empoderadas de conhecimentos e dos benefícios ofertados pelas políticas públicas.

PANDEMIA

Fernanda Brazil lembra que, devido ao isolamento social, muitas pessoas perderam o emprego e cresceu o número de famílias em vulnerabilidade em busca de acesso ao Bolsa Família e acolhimento institucional nos abrigos municipais, entre outros serviços.

Ana Santiago, por sua vez, destaca que tanto na pandemia quanto em outras calamidades públicas, o assistente social está sempre na linha de frente: “É o profissional do bem, que busca soluções para melhorar a vida da população. É o que atua diretamente no combate à miséria dentro de sua realidade fatídica”, acrescentou.Leiliane Gonçalves fala que os cuidados foram redobrados com a pandemia
Leiliane Gonçalves fala que os cuidados foram redobrados com a pandemia

SEMUSA

Situação idêntica é vivenciada pela assistente social Leiliane Gonçalves, da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). “Nosso trabalho presencial continua, embora a procura tenha diminuído um pouco, já que atuamos com visitas domiciliares”, explicou.

Ela afirma que em nenhum momento a equipe se descuidou. Foram reforçados os cuidados com uso de máscaras, higienização das mãos e demais medidas de proteção para evitar a contaminação por Covid-19. “O trabalho não pode parar. As pessoas necessitam dos nossos cuidados”, frisou.

Texto: Augusto Soares
Fotos: Leandro Morais, Saul Ribeiro e arquivo pessoal

Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)


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