SKATE PARQUE – “Primo” do Espaço Alternativo tem córrego podre e mato invadindo a pista de caminhada, apesar das melhorias

Coronavírus

Muito elogiado quando foi recuperado em 2019, um ano depois o Skate Parque de Porto Velho está igual, talvez até pior, que “seu primo” mais badalado, o Espaço Alternativo, e enquanto o serviço de manutenção da prefeitura deveria estar presente, quem frequenta o local tem muito do que reclamar como matagal tomando conta das pistas, equipamentos da “academia ao ar livre” quebrados, a poluição tomando conta e gerando um fedor grande do igarapé que atravessa o local.

Todos os dias, pela manhã e à noite, Skate Parque recebe muita gente, de todas as idades, mas alguns reclamam sobre o que já vivenciaram em outros estados, como foi o caso de Fátima Sousa, que contou ter estado em cidades à beira-mar onde a prefeitura local mantém professores de Educação física para comandarem o exercício dos que se encontram ali. “Há dois anos na praia em João pessoa tinha até fisioterapeuta ajudando”, lembrou.

Quem usa a pista de caminhada observa que o matagal já começa a reduzir os espaços usados por  quem gosta de andar ou correr, e há muito temor de que vá ficar pior  porque, com o inverno, pode acontecer o aumento do matagal e até o surgimento de animais perigosos.

O Parque é cortado pelo Igarapé dos Tanques, que percorre a cidade no sentido sul/norte até desaguar no Rio Madeira e, como em outras áreas da capital, está abandonado, e poluído, gerando em alguns dias forte odor. As águas estão sendo pressionadas pelo matagal e pelo lixo que algumas pessoas jogam ali ou que vem sendo empurrado de outras passagens de sua caminhada.

Quem está gostando da situação, como também acontece por onde o “dos Tanques” passa, são as garças que continuam por ali aproveitando para se alimentar dos caramujos e outras “guloseimas” que elas gostam e disputam com ratos.

Dar uma volta na pista de caminhada mostra a importância da  do Parque, localizado na esquina das ruas Caúla com Guaporé,  porque muita gente, algumas vindas de locais bem distantes, utilizam para fazer exercício, encontrar amigos ou paquerar, elogiam o projeto, mas também reclamam pelo abandono a que a área está entregue. “Se não ajeitam o cartão postal da cidade, o Espaço Alternativo, onde muita coisa está quebrada e dezenas de árvores plantadas foram destruídas, acha que vão vir para cá?”, questionou Luíza Fontes, que todas as noites sai de casa, no Marechal Rondon, para levar a filha andar de skate.

Como outras pessoas, Luíza reclama da situação em que se encontra outra área de lazer, “bem perto da minha casa, o Parque da Cidade que já estava ruim antes da pandemia e agora ficou muito pior. Qualquer dia vai ser aqui também”.

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