Mudança de mão na Campos Sales pega motoristas de surpresa e causa críticas e acusações

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Alegando que fez a mudança para “melhorar a trafegabilidade” da Avenida Campos Sales (desde a Abunã até a Carlos Gomes) que agora só dá mão no sentido bairro/centro e daí em diante até à zona sul, a Semtran, pelo visto esqueceu de sinalizar previamente para orientar os condutores de veículos que neste sábado reclamavam muito alegando terem sido surpreendidos.

A única sinalização para quem vinha pela Carlos Gomes era uma placa bem na esquina do Colégio Classe A, que o motorista só via quando estava a menos de três metros de distância. Logo cedo havia três agentes do trânsito, mas em seguida todos os três sumiram do lugar, o que pode ser observado às nove horas quando o fluxo de veículos era muito maior.

No local muitos reclamaram, alguns alegando que não tinham conhecimento da mudança, como um casal que quase bate na placa “porque estamos acostumados a pegar essa rua para a direita para ir na casa da sogra. Estávamos em Guajará-Mirim e fomos surpreendidos pela alteração”, reclamava Wilson Pereira.

“O certo seria a prefeitura ter colocado faixas indicativas há vários dias desde a quadra anterior, lembrando a nós motoristas que ia haver a mudança, mas não fizeram e você precisa ter visão de raio-x para enxergar de longe”, queixou-se Marta Assunção.

EXPLICAÇÕES

Em nota a Semtran explicou que a mudança foi causada por vários  fatores, “devido aos estudos de trafegabilidade, porque a via se tornará uma via expressa e coletora por onde os ônibus passarão. Visa melhorar a mobilidade urbana da capital, assim como a Rua Euclides da Cunha entre a Av. 7 de Setembro e Rua João Alfredo, que também sofreram mudanças recentemente e passou a ser mão dupla”.

Mas só isso não convenceu a professora Ester dos Santos, que ontem ficou irritada com o bloqueio no acesso à Campos Sales, para a direita, na esquina com a Carlos Gomes. “Não tenho dúvidas que essa mudança foi feita mesmo para beneficiar pais que têm filhos nesse colégio Classe A”.

E prosseguiu: “em frente aos colégios Duque de Caxias e Carmela Dutra, onde o trânsito é muito maior que aqui na Duque de Caxias, a Semtran não desviou o tráfego de ônibus e a prefeitura, quando reasfaltou a Farqhuar, acabou até com o quebra-molas que obrigava a reduzir a velocidade, mas aqui atrás do Classe A implantaram um “quebra carro”. Por que a escola pública não tem o mesmo tratamento?”, perguntou.

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