Setor de imunização estadual compõe equipe contra Pólio enviada pela Organização Mundial de Saúde à Angola

Setor de imunização estadual compõe equipe contra Pólio enviada pela Organização Mundial de Saúde à Angola

A humanização no trabalho de vacinação do Estado de Rondônia é o foco da técnica do setor de imunização da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), enfermeira Juliana Pinheiro, que retornou ao trabalho em Rondônia após sete meses na província de Benguela, em Angola, onde prestou atendimento ao programa Stop Pólio, criado pelo Centeres of Disease Control and Prevention dos Estados Unidos (CDC-EUA) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O programa objetiva recrutar profissionais de saúde para apoiar no esforço de erradicação da poliomielite nos países sob risco. A enfermeira Juliana Pinheiro, que trabalha com imunização na Agevisa há 10 anos, foi à única rondoniense selecionada para compor a equipe de multiprofissionais.

Em outubro de 2019 a servidora recebeu o e-mail do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention – CDC) com sede em Atlanta, recrutando os profissionais que já tinham trabalhado em Angola. Neste período, estava acontecendo um surto de poliomielite, pois existem várias forma de transmitir o vírus e também tipos, dessa vez mais evidente o contágio por meio da CVDPV tipo 2 – que significa vírus derivado vacinal (informações no site http://polioeradication.org/).

Em dezembro de 2019, Juliana foi para Benguela, retornando neste mês de agosto. “Levamos como referência para a província africana os conhecimentos utilizados na realização de campanhas de vacinação em Rondônia e no Brasil, e trouxemos na bagagem a humanização vigente naquele país. Em Angola, realizamos a vacinação casa a casa e a medida preventiva é muito bem recebida pela comunidade”, disse a enfermeira.

A Coordenação Estadual de Imunizações/Rede de Frio da Agevisa atende os 52 municípios do Estado e as peculiaridades que trata do recebimento, armazenamento, conservação e distribuição de imunobiológicos, as chamadas vacinas; além de realizar capacitações dos profissionais e supervisões em sala de vacina nas redes de saúde municipal, estadual e também privada.

A enfermeira é responsável pelos eventos adversos pós-vacinação (EAPV) na Rede de Frio da Agevisa, e qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação, que não necessariamente possui uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico, também acompanha pacientes que podem sofrer algum evento adverso.

ANGOLA

A enfermeira traz na bagagem experiências quanto ao formato de atendimento ao cidadão

Juliana traz na bagagem experiências quanto ao formato de atendimento ao cidadão e sobre o acompanhamento do trabalho da vigilância epidemiológica de doenças como sarampo, febre amarela, tétano neonatal, paralisia flácida aguda e até a Covid-19, sendo que nesse último caso, o número de incidência na província de Benguela, onde atuou era de cinco casos positivos.

Nessa missão, as imunizações em massa que objetivaram combater a Poliomelite aconteceriam em três fases. São as Rondas, como é chamada a intensificação da imunização feita de casa em casa, realizada acompanhada de atividades de vigilância. A primeira foi realizada no mês de fevereiro, a outra em março, e com a incidência da Covid-19 no mundo, a terceira foi suspensa e as atenções foram voltadas para o combate ao coronavírus.

PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO

A primeira seleção da profissional aconteceu no ano de 2015, quando foi enviado pela Agevisa um comunicado de recrutamento aos profissionais da saúde para trabalharem em Angola nas atividades de combate e controle da Poliomielite.

Juliana foi selecionada para atender na província de Namibe, no sul da Angola. Ficou durante quatro meses exercendo atividades de imunização e vigilância, e ao retornar à Rede de Frio da Agevisa aplicou os conhecimentos, experiências e realizou capacitações.

Juliana, a cada retorno das viagens pelo programa sente-se mais preparada para atender o rondoniense.

“Quando vamos nessa missão, nós contribuímos como referência em imunização e vigilância, levando na bagagem o conhecimento e prática adquirida em nosso território. Quando voltamos, trazemos valores humanos que são incorporados às políticas públicas, em especial à humanização no atendimento, por se tratar de pessoas vulneráveis que são muito receptivas ao profissional de saúde, pois a palavra de aprendizado em missões como essa é resiliência”.

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