Nível do Machado segue baixando e pedras começam a surgir

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O nível do rio Machado segue baixando, em Ji-Paraná, devido o clima quente e seco. O fenômeno, comum entre os meses de junho e outubro é ruim para a pesca e a navegação, mas atrai a atenção de moradores por deixar à mostra as pedras no leito.

Segundo a Estação de Coleta de Dados Hidrometeorológicos da Agência Nacional de Águas (ANA), a régua de medição do rio marcou, ontem (23), 6,63 m. São 5,5 cm a menos que a última verificação realizada pela reportagem do CP no dia 16 de julho (6,70). A estação de coleta está localizada no bairro Duque de Caxias, 2º distrito.

Em 1º de julho, o nível do rio era de 6,80 m, segundo o anotador da ANA, Lucenir Machado. Ele informou que a diminuição gradual das águas é normal para o mês de julho. O Machado deve atingir o nível mais baixo em setembro. A marca histórica de baixa do rio é 6,28 m.

Segundo o presidente da Colônia de Pescadores Z-9 (Região Centro), Manuel Batista, a situação é considerada normal, mas começa a preocupar. Segundo ele, nos meses de agosto e setembro, o rio atinge o nível mais baixo, e espécies, como: tambaqui, jatuarana, pacu, pintado e bagres somem. “Eles ficam escondidos entre as pedras”, revelou, dificultando a captura.

O aparecimento das pedras no leito do rio atrai a atenção da população e também recomendações de alerta do Corpo de Bombeiros. Conforme a corporação, algumas pessoas se arriscam sobre as pedras. E o risco de quedas é iminente. Embora o nível do rio seja considerado baixo, buracos se escondem entre as pedras e podem ser fatais.

O rio Machado é formado pelos rios Pimenta Bueno e Barão de Melgaço, na cidade de Pimenta Bueno, e deságua no rio Madeira em Porto Velho, cortando oito municípios em seu trajeto. Ele tem entre os principais afluentes: os rios Tarumã, Rolim de Moura, Ricardo Franco, Urupá, Jaru e Machadinho.

 

 

 

 

*Com informações do Correio Popular

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