Candidato a reitor, Marcelo Vergotti propõe uma Unir mais próxima da sociedade

VILHENA – O professor Marcelo Vergotti é um dos nomes na disputa pela reitoria da Universidade Federal de Rondônia (Unir) para quadriênio 2021-2024. Esta será a primeira vez que ele disputa a vaga, mas, já ocupou outros cargos dentro da Unir, como o de diretor do Núcleo de Ciências Exatas por dois mandatos. Ele, que é mestre e doutor em Geociências e Meio Ambiente pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Rio Claro, tem entre seus principais projetos a expansão dos cursos da Unir para outros municípios e aproximar a universidade da sociedade.

“Não é só um projeto pessoal. A reitoria é o topo da carreira de qualquer professor que está em uma Universidade Federal. Mas, a Unir, desde que eu entrei como aluno em 1994, vem investindo em mim”, comentou sobre o motivo que o levou a entrar na disputa.

Marcelo começou sua história política na Unir como integrante dos Conselhos Superiores. Ele foi o candidato mais votado para o cargo de Conselheiro na época. Já em 2009 passou a ser docente da instituição, no campus de Vilhena, antes de ser enviado para Porto Velho por uma permuta – quando um professor é transferido, mas, outro ocupa sua vaga.

Pouco após chegar à capital, elegeu-se diretor do Núcleo de Ciências Exatas. Cumpriu o primeiro mandato, se reelegeu para o segundo, e ficou no cargo até ser eleito vice-reitor da instituição, em 2015. “As pessoas investiram muito em mim. Estou há quase 10 anos na administração superior, então, agora vejo a seguinte situação: eu não tenho direito de me omitir nesse momento e deixar as pessoas que acreditam em mim e que já conhecem como eu trabalho. Não posso agora abandonar essas pessoas. Há um vínculo de confiança e expectativas com quem vota em mim, e não posso quebrar isso”, disse.

O professor comenta que não há como retroceder nesse momento de atender os que confiaram em seu trabalho e investiram nele. “O projeto é fazer com que a universidade cresça. Eu conheço bastante a Unir, sei dos seus problemas. E conheço as soluções. Mas, nessa caminhada eu só cheguei até aqui, nesse momento de estar qualificado para o cargo, devido a esses vários anos de investimento de pessoas que apostaram em mim o tempo todo”, reitera. Além do histórico político, há também o acadêmico, já que por 12 anos esteve em um laboratório, até concluir o doutorado, em 2008.

Investir em ações que levem a Unir para além dos seus muros está entre suas principais pautas, já que Vergotti acredita ser necessário aproximar a universidade das pessoas, para que todos tenham acesso ao ensino gratuito e de qualidade.

“A Unir tem que se conscientizar que a sociedade espera muito dela e precisamos levar os nossos serviços ao maior número de pessoas, com formação superior e o conhecimento para as pessoas. Então, se tendo meios mais modernos, de mais fácil acesso, para o nosso beneficiário, para aquele menino socialmente vulnerável que está lá na ponta. E se ele está com celular na mão, alguma coisa da Unir deve chegar até ele”, comenta.

Para o professor, a universidade deve chegar a todas as cidades de Rondônia, pois assim haverá inclusão social. Vergotti pontua que a Unir precisa ir ao encontro da sociedade rondoniense e ser acessada de todas as formas possíveis pelo beneficiário. “As pessoas têm que acessar a universidade por todos os meios. Nós como Universidade temos que oferecer um leque completo de opções. A gente tem que saber que as pessoas têm limitações e esse acesso deve ser garantido”, disse.

Um dos métodos seria oferecer cursos em polos, com aulas em tempo real se necessário for, para as cidades onde não há campi. Assim, os alunos teriam aulas normalmente, e isso seria um suplemento as atividades presenciais.

Questionado sobre quais os motivos pelos quais a sociedade acadêmica deve escolher a pela candidatura dele, Vergotti afirma que conhece a essência da UNIR e a cultura institucional, desde 1994. “Fui preparado para o cargo de reitor e estou na administração pública há 10 anos. Hoje acredito que conheço forma de melhor conduzir a UNIR”. Outro ponto citado é o conhecimento nos conselhos superiores que ele fez parte por uma década, e a experiência trouxe conhecimento de causa.

Fonte: Jéssica Chalegra

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA