Rondonienses opinam sobre o Enem 2020: adiar é uma necessidade; manter multiplica a desigualdade da disputa

PORTO VELHO – A decisão do Senado aprovando projeto de lei (*) adiando a realização do Enem, não foi uma motivada só pela proposta da senadora paraibana Daniella Ribeiro, mas teve um significativo peso, junto aos componentes do Senado (dos 81, 75 votaram a favor, 1 contra e, mesmo em sessão virtual, cinco não votaram) a pressão feita por segmentos diversos da sociedade a favor da mudança.

Participarão do simulado, alunos do 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio

Desde quando começou a pandemia setores os mais diversos do país, de associações de pais a escolas e entidades estudantis, além de alguns políticos, começaram a questionar o MEC e o Inep, propondo o adiamento. Só nas últimas 72 horas, desde que a matéria começou a ser anunciada que entraria em pauta, a estimativa que em torno de 100 mil mensagens pedindo a mudança foram enviadas só aos senadores.

Logo após a notícia o expressaorondonia.com.br ouviu várias pessoas, algumas pais de candidatos ao Enem, e candidatos, e todos se posicionaram a favor, com criticas a que, só agora, às vésperas do fim das inscrições, o Senado tenha tomado uma posição, que ainda vai depender da Câmara Federal. “Esses caras só agem sob pressão. É um absurdo imaginar que desde o início da pandemia eles não tenham “se tocado” sobre o assunto e tenham levado 49 dias para votar uma matéria que importa a perto de 5 milhões de brasileiros”, respondeu Antonio Lopes, que já tem um curso superior e agora é candidato a fazer Serviço Social.

Na escola Clarice Lispector, em Rolim de Moura foi criada a hastag #Adiamentodoenem2020, a mobilização é pelo adiamento, como disse um professor: “diante desse quadro que estamos vivendo atualmente de isolamento social, dificuldades financeira e de acesso aos recursos tecnológicos, as oportunidades não são as mesmas para todos os alunos. Portanto, nos solidarizamos com os alunos e alunas que não estão tendo as mesmas oportunidades que os nossos”.

Samuel Casiel, médico: É claro que deve ser adiado! É claro que deve ser adiado! Em Vilhena, o advogado João Paulo das Virgens: uma vez que não houve oportunidade dos alunos adquirirem conhecimento e orientação adequados para uma prova tão complexa, não há como não adiar. Não se perde o ano letivo. Ou, em medida extrema, que se aprovem todos os inscritos.

Estudante Lucas Buarque: Sou a favor. Estudo em escola pública e não tivemos quase aula. A Lei fala em “isonomia” mas se o MEC insistir em fazer as provas como está será uma vez mais prova de que essa isonomia só acontece no papel. Eles já deviam ter adiado”. Michelle Souza, professora: ora mim é bom ser adiado, porque serão muitos os estudantes prejudicados e não só de escola pública, não é fácil também para alguns alunos da escola privada.

Maria Rodnete, professora: sou a favor do adiamento do Enem, mesmo com as aulas on line, essa situação não favorece igualmente a todos. Temos alunos, que a situação social e econômica é extremamente difícil.  Estamos indo a cada 15 dias na escola, entregar material de estudo para as famílias dessas crianças que não conseguem ter acesso às aulas online, mas quem vai orientar? Ciro Pinheiro – Acho que deve haver o adiamento, e se a pandemia continuar, transfere.

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