Ausência de Célio Batista força vereadores a adiar CPI

Célio não foi encontrado para receber intimação e fazer valer seu direito à defesa

A Câmara de Vereadores de Vilhena realizou uma sessão extraordinária na tarde desta segunda-feira, 1 de outubro, no intuito de ler o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito CPI que pode acabar na cassação do vereador Célio Batista.

A CPI foi instaurada após a Câmara aceitar a denúncia feita pelo eleitor vilhenense Valdecir Carlos Gesza que solicitou a cassação do vereador Célio Batista por ser investigado pela prática de improbidade administrativa devido a ter contratado uma empresa, que tem como sócio um parente, para prestar serviços ao SAAE, configurando o crime de nepotismo e também por ser investigado pelo possível envolvimento com a uma organização criminosa responsável pelo esquema de fraudes em loteamentos em Vilhena divulgadas na “Operação Habitus”, deflagrada pela Polícia Civil.

Antes de ser marcada a sessão, Célio Batista foi procurado exaustivamente para entregar a intimação que lhe dê o direito constitucional de se defender na referida sessão e evitar uma possível cassação. Mas ele não foi encontrado em casa, e nem no local de trabalho, e o seu advogado se negou a receber a intimação.

Nessas circunstâncias, a CPI não pôde seguir o seu rito legal e os vereadores se viram forçados a protelar a sessão por 30 dias, visando ter tempo hábil para poder localizar Célio Batista e entregar a intimação, fazendo a Lei ser cumprida.

DICOM – Câmara de Vilhena
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