Superlotação é destaque negativo para Segurança Pública para RO

Briga entre facções motivou conflito na penitenciária Urso Branco que resultou em oito mortes (Foto: Hosana Morais/G1)Briga entre facções motivou conflito na penitenciária Urso Branco que resultou em oito mortes
(Foto: Hosana Morais/G1)

A Segurança Pública de Rondônia foi destaque negativo durante a apresentação do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública,  elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e divulgado na quinta-feira (3). O conflito entre facções rivais que deixou oito presos mortos dentro da penitenciária Ênio Pinheiro em Porto Velho, chamou atenção para a superlotação das unidades prisionais do estado.

Após o confronto entre as facções, cerca de 250 detentos foram transferidos para outros presídios, inclusive para uma unidade que ainda não foi inaugurada.

Segundo o anuário, o número da população carcerária em todo o país era de mais de 500 mil pessoas sob custódia do estado, sendo que o número de vagas é de pouco mais de 370 mil. O levantamento inclui presos provisórios e condenados dos regimes fechado, semi-aberto, aberto e os que cumprem medida de segurança, como por exemplo, o uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo o especialista em Segurança Pública, Vinicius Miguel, existe a necessidade de investimento em segurança pública.

“A União Federal ainda precisa assumir sua solidariedade e responsabilidade com segurança pública e sistema prisional. A união gasta pouco na composição total, pelo menos 10% em média dos gastos totais são de responsabilidade da união, a maior parte cai sobre os estados”, disse.

Conforme o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Rodolfo Jacarandá, o número da população carcerária tem que diminuir.

“Sabemos que em Rondônia existem pelo menos umas 11 mil pessoas sob custódia. Os dados são maiores do que os que acabaram de sair. Esse número tem que diminuir porque o encarceramento do estado não suporta o aumento dessa massa populacional dentro das cadeias”, explica.

Do G1 RO

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